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sexta-feira, 16 de março de 2018

OAB e TSE se unem em ações de conscientização eleitoral

quinta-feira, 8 de março de 2018 às 15h47

Brasília – A OAB Nacional e o Tribunal Superior Eleitoral farão ações conjuntas nas eleições gerais deste ano para levar conhecimentos sobre cidadania a escolas de todo o país e para conscientizar os eleitores da importância e das consequências do voto. Em reunião nesta quinta-feira (8), o presidente nacional da Ordem, Claudio Lamachia, e do TSE, ministro Luiz Fux, debateram os detalhes.
“As eleições são oportunidade única para refletir o futuro de nosso país. É essencial que cada cidadão tenha a consciência da importância de seu voto. Uma escolha ruim se reflete no dia a dia de todos, como por exemplo em hospitais sucateados e na falta de segurança pública”, afirmou Lamachia após a reunião.
“A OAB tem como uma de suas bandeiras fundamentais a proteção do Estado Democrático de Direito, e o voto é a manifestação primeira dela. Ao levarmos às escolas noções de cidadania, por exemplo, preparamos o terreno para o futuro. No presente, buscamos conscientizar os eleitores sobre o poder do voto”, explicou.
A parceria entre a OAB e o TSE levará a escolas atividades que busquem empoderar as crianças e os adolescentes como agentes do país, por meio da conscientização sobre cidadania, noções de diretos, democracia e direitos fundamentais. As atividades incluirão palestras e debates.
Em outra ponta, será realizada uma caravana eleitoral por diversos municípios do país. Ônibus especiais levarão aos cidadãos facilidades eleitorais, como o cadastramento biométrico e materiais de conscientização. 

Fonte: OAB Conselho Federal

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Comissão de Educação Jurídica nega pedido de abertura de 18 cursos de direito

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017 às 12h58


Brasília – A Comissão Nacional de Educação Jurídica da OAB, reunida em Brasília nesta quarta-feira (13), indeferiu 18 pedidos de abertura de cursos de direito no país. Os critérios para negar a abertura dos cursos vão desde a falta de necessidade social na localidade até deficiências na elaboração de proposta pedagógica.

“A OAB tem como uma de suas principais bandeiras a defesa do ensino jurídico de qualidade. Não podemos mais aceitar o verdadeiro estelionato educacional praticado contra milhares de estudantes do país, que ingressam em cursos sem qualquer qualidade e depois se veem frustrados em suas ambições profissionais. Os cursos jurídicos devem nascer com qualidade, para ofertar à sociedade a segurança educacional que os candidatos às profissões jurídicas precisam”, afirmou o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia.

O presidente da comissão, Marisvaldo Cortez destaca que “em suas reuniões, a Comissão sempre deixa claro que não é contra, necessariamente, à abertura de novos cursos de direito no país, mas que eles devem seguir critérios rígidos de qualidade e também de necessidade”.

Dos pedidos apresentados nesta quarta, por exemplo, uma parte estava em cidades com menos de 100 mil habitantes ou em cidades que já possuem diversos outros cursos, ou seja, não há a necessidade social.

Outros casos esbarram na falta de credenciamento das instituições para oferecer ensino superior. Neste caso, os pedidos vieram vinculados ao credenciamento das propostas de instalação das faculdades junto ao Ministério da Educação. Segundo a Comissão, para oferecerem cursos de direito, as faculdades já precisam ter experiência e trajetória. A Comissão também entende que esses pedidos podem, inclusive, afrontar decisões do MEC: para abrir cursos de direito, é preciso ter um ato autorizativo válido, ou seja, ela precisa primeiro ser credenciada para depois requerer abertura do curso de direito.

Outra falha grave, na visão da OAB, é a questão do corpo docente dos cursos. Muitos professores assinaram apenas um termo de compromisso com o curso, outros moram em localidades distantes do curso. Também falta estrutura tanto para a abertura quanto para a continuidade dos cursos, como acervo bibliográfico mínimo, matriz curricular diferenciada e um núcleo docente estruturante que realmente tenha trabalhado na elaboração do Projeto Pedagógico.

Participaram da reunião da Comissão Nacional de Educação Jurídica: Marisvaldo Cortez, presidente; Luiz Felipe Lima de Magalhães, vice-presidentes; e os membros Lúcio Teixeira dos Santos, Luciana Aparecida Guimarães, Jeferson Fernandes Bacelar, Iran Furtado de Souza Filho, Dalton Caldeira Rocha e Rogério Varela Gonçalves.

Fonte: OAB Conselho Federal

Lamachia recebe membro do Conselho Diretor da Anatel e fala sobre investimentos em infraestrutura

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017 às 19h33


Brasília – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, recebeu na tarde desta quarta-feira (13) em visita institucional o membro do Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Emmanoel Campelo. Durante o encontro, eles conversaram a respeito da necessária ação que a Anatel deve ter buscando qualificar o setor e ampliar o investimento em infraestrutura como forma de melhorar a qualidade das condições de trabalho da advocacia nos mais diferentes rincões do país.

“Inúmeras cidades brasileiras atualmente não têm telefonia móvel e nem internet banda larga o que tem ferido o direito das advogadas e dos advogados brasileiros que atuam nas mais diversas comarcas. É imperioso que se tenha um investimento maior na área de infraestrutura nas mais diversas comarcas brasileiras, notadamente porque hoje o processo judicial eletrônico é uma realidade e é instrumento de trabalho da advocacia”, observou Lamachia.

Campelo afirmou que as questões levantadas pela Ordem são pertinentes e receberão atenção. “As preocupações da OAB vão ao encontro daquilo que pessoalmente acredito que deva ser a prioridade da Anatel, que é a universalização e interiorização dos serviços de telecomunicação, especialmente quanto ao acesso à banda larga fixa e móvel. Essa era minha preocupação quando fui membro do Conselho Nacional de Justiça quanto à capacidade de interiorização do PJe quando se sabia que a estrutura de telecomunicações não atendia a essa demanda”, disse Campelo ao final do encontro.

No ano passado, Lamachia, acompanhado pelo Membro Honorário Vitalício, Reginaldo de Castro, recebeu o presidente da Anatel Juarez Quadros do Nascimento.

Fonte: OAB Conselho Federal

Henri des Roziers é escolhido para ser patrono da Conferência Internacional de Direitos Humanos

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017 às 16h35


Brasília – Por deliberação do Conselho Pleno da OAB, foi aprovado o nome do frade dominicano Henri des Roziers como patrono da VII Conferência Internacional de Direitos Humanos, que será realizada pela Ordem em 2018, dos dias 23 a 25 de maio, em Fortaleza. 

Frei Henri, como era conhecido, viveu no Brasil de 1979 a 2013 e atuou em pelo menos três seccionais da OAB (Goiás, Tocantins e Pará) em defesa dos direitos humanos. Formado em Direito, ele atuou como advogado da Comissão Pastoral da Terra em Goiás e no Pará e teve participação ativa no combate ao trabalho escravo.

A sugestão de uma homenagem para Frei Henri foi apresentada pelo conselheiro federal pelo Tocantins, Adilar Daltoé, que anunciou que sua iniciativa era uma proposição conjunta com a bancada do seu estado, a bancada do Pará, com o apoio do Presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos, Everaldo Patriota, e da conselheira federal gaúcha e Medalha Rui Barbosa, Cléa Carpi. “Frei Henri des Roziers teve sempre uma ligação profunda com a OAB. 

Participou de muitas atividades e conferências, não apenas ligadas à questão do combate ao trabalho escravo, mas na questão dos direitos humanos com um todo. Ele era um habitué desta Casa. Foi um extraordinário e vigoroso defensor dos direitos humanos e um grande advogado. Advogado dos excluídos”, resumiu Cléa.

Fonte: OAB Conselho Federal

XXIV Exame de Ordem: Confira o resultado definitivo da 1ª fase

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017 às 15h00


Brasília – Foi divulgado nesta quarta-feira (13) o resultado definitivo da 1ª fase do XXIV Exame de Ordem Unificado. A relação com os nomes dos aprovados na prova objetiva, após interposição de recursos, e convocados para a prova prático-profissional está disponível no site do Conselho Federal da OAB e na página Fundação Getulio Vargas (FGV).

Confira aqui o resultado definitivo da 1ª fase do XXIV Exame de Ordem
Consulta individual ao resultado final da 1ª fase do XXIV Exame de Ordem
Consulta aos recursos interpostos contra o resultado preliminar da 1ª fase do XXIV Exame

A lista divulga os nomes dos aprovados em ordem alfabética por seccional, cidade de prova e número de inscrição. Os candidatos aprovados nesta fase e os que pediram reaproveitamento da 1ª fase do XXIII Exame realizarão a prova prático-profissional (2ª fase) em 21 de janeiro de 2018.

A aprovação no Exame de Ordem é requisito para a inscrição nos quadros da OAB como advogado. O Exame de Ordem pode ser prestado por bacharel em Direito, ainda que pendente apenas a sua colação de grau, formado em instituição regularmente credenciada. Poderão realizá-lo os estudantes de Direito do último ano do curso de graduação em Direito ou dos dois últimos semestres.

Fonte: OAB Conselho Federal, Exame de Ordem

ENA e AASP divulgam calendário de cursos telepresenciais de janeiro de 2018

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017 às 11h34


Brasília - A Escola Nacional de Advocacia divulgou o calendário de cursos telepresenciais para o mês de janeiro de 2018, os cursos de férias. As aulas são oferecidas pela AASP (Associação dos Advogados de São Paulo) em parceria com a ENA e estão disponíveis em diversas cidades de todo o país. 

As aulas são realizadas nas sedes das ESAs ou da OAB de sua localidade nas datas de cada curso. As palestras são transmitidas via satélite para os alunos. A taxa de inscrição varia para cada Estado. Para informações sobre quais cidades terão cada curso, e seus valores, acesse o site da AASP. O endereço também informa como funciona as inscrições em cada Estado e cidade participante.

O primeiro curso de férias, entre os dias 15 e 31 de janeiro de 2018, é “Direito Civil – Modificações Legislativas e Decisões Judiciais de Impacto”, com coordenação de Flávio Tartuce. Serão abordados os seguintes tópicos: Danos extrapatrimoniais e reforma trabalhista; Novas modalidades de condomínio na Lei nº 13.465/2017; Direito Real de Laje; Usucapião extrajudicial. Alterações da Lei nº 13.465/2017; Os primeiros impactos da decisão do STF sobre a inconstitucionalidade do art. 1.790 do Código Civil; e A decisão do STF sobre filiação e o registro extrajudicial da parentalidade socioafetiva. Para mais informações clique aqui.

O segundo curso de férias, entre os dias 16 de janeiro e 8 de fevereiro, é “Aspectos Polêmicos da Reforma Trabalhista”, com coordenação de Carlos Augusto Marcondes de Oliveira Monteiro e Guilherme Brito Rodrigues Filho. Serão abordados os seguintes tópicos: Grupo econômico e responsabilidade dos ex-sócios; Danos extrapatrimoniais na reforma trabalhista; Jornada de trabalho: acordo de compensação de horas; Audiência trabalhista e ônus da prova; Contrato intermitente; Negociado x legislado; e Recursos e execução no processo do trabalho. Para mais informações clique aqui.

Fonte: OAB Conselho Federal

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

OAB firma termo de cooperação para troca de informações com o TSE

Publicado: 04.12.2017 às 23h36


Brasília – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, participou na noite desta segunda-feira (4) de cerimônia na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assinatura de termo de cooperação técnica entre o tribunal e o Conselho Federal da Ordem. Ao lado do presidente do TSE, Gilmar Mendes, Lamachia firmou o termo que tem por objetivo a troca de informações entre OAB e a Justiça Eleitoral sobre os profissionais que assinarem as prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral, que deverão estar regularmente registrados e ativos nas seccionais da Ordem.

“Este é um ato de simbolismo marcante”, disse Lamachia, que salientou a tradicional atuação da colaboração da OAB com o TSE para fomentar eleições cada vez mais transparentes. “Esta já é uma parceria de longa data que o Conselho Federal da OAB tem com o TSE que visa justamente a melhora da qualidade do processo eleitoral e a garantia do adequado funcionamento dos mecanismos que assegurem a realização das eleições gerais em 2018”, afirmou o presidente nacional da Ordem.

O presidente do TSE destacou a importância da participação da OAB para um processo eleitoral idôneo. “Ao formalizarmos este acordo de cooperação técnica, considero que damos mais um importante passo pela lisura das eleições. Estamos certos de que o engajamento do Conselho Federal da OAB será fundamental para a transparência e efetividade de todo o processo de fiscalização. Sem dúvida é uma parceria estratégica que beneficiará a toda a sociedade brasileira e em muito contribuirá para o êxito das eleições de 2018”, afirmou Mendes.


Fonte: OAB Conselho Federal

Maior evento jurídico do mundo reuniu mais de 20 mil em São Paulo

Publicado: 04.12.2017 às 18hs52

Brasília – Há uma semana, começava a XXIII Conferência Nacional da Advocacia, que reuniu mais de 20 mil pessoas no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, consolidando-se como o maior evento jurídico do mundo. 

Ao longo de três dias, nos 40 painéis realizados, a Conferência Nacional trouxe debates sobre variados temas como Direitos Humanos, Reforma Política, o fortalecimento das prerrogativas profissionais dos advogados, o caos no sistema carcerário, a participação da mulher na advocacia e na política, meio ambiente, corrupção, cidadania e dezenas de outros assuntos relevantes para a advocacia brasileira e para a sociedade. 

Confira abaixo em detalhes cada um dos temas e debates realizados nos 40 painéis e ao final, a galeria de fotos completa da XXIII Conferência Nacional da Advocacia.





Fonte: OAB Conselho Federal

XXIV Exame de Ordem: Confira o resultado preliminar da 1ª fase

Publicado: 04.12.2017 às 14h00

Brasília – Foi publicado nesta segunda-feira (4) o resultado preliminar da 1ª fase (prova objetiva) do XXIV Exame de Ordem Unificado. A prova foi realizada em todo o Brasil no dia 19 de novembro de 2017.



O prazo para interposição de recursos começa às 12h do dia 5 de dezembro de 2017 e vai até as 12h do dia 8 de dezembro de 2017, observado o horário oficial de Brasília (DF). O resultado definitivo da 1ª fase está previsto para o dia 13 de dezembro. Os aprovados e os que pediram reaproveitamento da 1ª fase do XXII Exame farão a 2ª fase (prova prático-profissional) na data provável de 21 de janeiro de 2018.

A aprovação no Exame de Ordem é requisito necessário para a inscrição nos quadros da OAB como advogado. O Exame de Ordem pode ser prestado por bacharel em Direito, ainda que pendente apenas a sua colação de grau, formado em instituição regularmente credenciada. Poderão realizá-lo os estudantes de Direito do último ano do curso de graduação em Direito ou dos dois últimos semestres.


Fonte: OAB Conselho Federal

Confira a Carta da XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira

Publicado: 30.11.2017 às 14h08


São Paulo – A XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira divulgou nesta quinta-feira (30) a carta do evento. O texto foi elaborado a partir das conclusões dos 40 painéis e mais de 50 eventos especiais da Conferência, que teve como tema “Em Defesa dos Direitos Fundamentais: Pilares da Democracia, Conquista da Cidadania”. Nela os advogados destacam atual conjuntura política e institucional do País e consideram as preocupações e o compromisso da classe com os princípios que fundamentam o Estado Democrático de Direito, em relação aos quais não se pode jamais admitir qualquer forma de retrocesso. O texto foi lido por Eduarda Mourão, presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada.

Leia a íntegra da Carta da A XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira:

CARTA DA XXIII CONFERÊNCIA NACIONAL DA ADVOCACIA BRASILEIRA

As advogadas e os advogados brasileiros, reunidos em sua XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, na cidade de São Paulo, para discutir assuntos relacionados ao tema central “Em Defesa dos Direitos Fundamentais: Pilares da Democracia, Conquista da Cidadania”, tendo em vista a atual conjuntura política e institucional do País e considerando as preocupações e o compromisso da classe com os princípios que fundamentam o Estado Democrático de Direito, em relação aos quais não se pode jamais admitir qualquer forma de retrocesso, proclamam:

O Brasil não suporta mais a corrupção. Investigá-la não é ser contra a política e, sim, qualificar o ambiente político do País. A OAB é intransigente no combate à corrupção, que há de ser feito de acordo com a lei, pois não se coíbe um crime cometendo outro, por meio de atalhos processuais que burlem o devido processo legal e o direito à plena defesa, à presunção de inocência e ao contraditório.

São inaceitáveis quaisquer formas de desrespeito às garantias da nossa profissão. A criminalização das violações das prerrogativas da advocacia é uma conquista inadiável, por reforçar a concepção de que não lutamos por privilégios, mas por condições plenas de defesa da cidadania. A advocacia é, em essência, a verdadeira defensora da liberdade, do patrimônio, da honra, da dignidade e, muitas vezes, da própria vida.

A transparência é um direito fundamental para o aprimoramento da cidadania e um dever do Estado em prol da ética, da eficiência e do combate à corrupção, devendo-se adotar política pública obrigatória de coleta de dados de interesse da coletividade, de forma atualizada e de fácil acesso, visando ao planejamento, execução e fiscalização em todos os níveis de governo.

É inadmissível a intolerância, sob qualquer de suas formas. Cabe à advocacia resguardar as garantias constitucionais dos direitos fundamentais e resgatar os valores da Constituição da República, os quais representam o triunfo dos direitos humanos sobre o arbítrio, da cidadania sobre a opressão.

É indispensável equacionar a falta de capacidade instalada do Poder Judiciário, com diversas comarcas sem juízes e sem servidores, o que agrava ainda mais a morosidade processual, em prejuízo dos jurisdicionados e desrespeito à garantia da razoável duração do processo.

A Ordem precisa da força das mulheres e a classeapoia o Manifesto “Por Mais Mulheres na OAB”, como instrumento de efetivação da igualdade de gêneros.

Aos Jovens Advogados deve ser proporcionada educação continuada por intermédio das Escolas Superiores e da Escola Nacional de Advocacia, buscando-se o aprimoramento do exercício profissional e a adoção de políticas permanentes de seu fortalecimento e sua valorização.

O Exame da Ordem, como prova de suficiência, constitui uma certificação de qualidade técnica mínima, assim como instrumento de defesa da qualidade do ensino jurídico. Sua manutenção e defesa são obrigatórias, pois o instituto visa à proteção da sociedade.

O novo Código de Ética e Disciplina da Advocacia, que estabelece as regras e os princípios de conduta que conferem à categoria o status de agente indispensável à administração da Justiça, impõe a observância dos deveres pessoais, profissionais, corporativos, políticos e sociais dos advogados.

Todo poder emana do povo. A advocacia brasileira exorta a sociedade a participar de uma grande corrente de conscientização sobre o dever cívico do voto e suas consequências para a Nação, na oportunidade em que este se exercerá novamente nas eleições vindouras.

São Paulo, 30 de novembro de 2017.

Ordem dos Advogados do Brasil


Fonte: OAB Conselho Federal

XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira premia monografia

Publicado: 30.12.2017 às 14hs07


São Paulo - O advogado Carlos Murilo Biagioli (OAB-SP), autor da monografia “O Direito à informação e à Liberdade de Imprensa em Defesa dos Direitos Fundamentais e da Democracia”, que foi escolhido, no último dia 20 de novembro, pela Escola Nacional de Advocacia (ENA) como  vencedor do 5º Prêmio Evandro Lins e Silva  recebeu, nesta quinta-feira (30), durante a cerimônia de encerramento da XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, das mãos do presidente do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia e do diretor-geral da Escola Nacional da Advocacia, José Alberto Simonetti Cabral a sua premiação.

O trabalho de Carlos Murilo,  graduado em Direito pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep) e também formado em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (Pucamp), desenvolveu as linhas centrais do trabalho a partir de bases que levam em conta a relevância social e política da garantia constitucional ao direito á informação e à liberdade de Imprensa para a democracia no Brasil.

Carlos Murilo, em 2011, já havia conquistado o 1º lugar no concurso de monografia "80 Anos da Constituição de 1934", promovido pelo Departamento de Eventos da Ordem dos Advogados do Brasil, seção de São Paulo, e pela Sociedade de Veteranos MMDC.


Fonte: OAB Conselho Federal

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Presidente nacional da OAB alerta para baixa capacidade instalada do Judiciário

Brasília – O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, fez um alerta quanto à baixa capacidade instalada da justiça brasileira durante a cerimônia de abertura do XI Encontro Nacional do Poder Judiciário, realizada na tarde desta segunda-feira (20), no auditório do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Lamachia destacou a importância do evento na observação destas e outras deficiências. “É a oportunidade de discutir, além das metas do Judiciário, algo que a OAB vem denunciando já há muito tempo que é a falta de capacidade instalada no Brasil inteiro. Temos diversas comarcas sem juízes, sem servidores, ausências que inevitavelmente provocam a morosidade processual. Quem sofre com isso é o cidadão, o jurisdicionado e os profissionais da advocacia”, lamentou. 
Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicou que os números são subsídios acerca do que deseja o cidadão que corre ao poder Judiciário. “Avaliaremos as metas do último ano, com o atingimento de 94% em algumas das frentes. As definições das políticas públicas da Justiça não são traçadas em gabinetes, mas na atuação de juízes e juízas País afora. Dificuldades, possibilidades e demandas serão exaustivamente debatidos”, observou.
Além de Lamachia e Cármen Lúcia, compuseram a mesa de abertura dos trabalhos o vice-presidente do STF, ministro Dias Toffoli; a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz; o presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro José Coêlho Ferreira; o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Emmanoel Pereira; o corregedor nacional de Justiça, João Otávio de Noronha; a ministra do TSE Rosa Weber; e o presidente da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Jayme Martins de Oliveira Neto. 

Fonte: OAB Conselho Federal

Mau exemplo

Brasília – O Jornal O Globo desta terça-feira (21) traz artigo de autoria do presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, sobre o preocupante cenário da falta de referências positivas na política brasileira. Confira: 
Mau exemplo
Claudio Lamachia, advogado e presidente nacional da OAB
A despeito do importante trabalho de investigação em curso, responsável por colocar luz sobre os meandros obscuros da política, existe uma percepção generalizada de que predomina no país o desgoverno. Essa sensação é reforçada a cada novo episódio de tensão entre as autoridades e instituições da República e a cada novo escândalo de corrupção. O cenário é preocupante. Quanto mais descrente da classe política fica a população, mais espaço ganham as falsas, perigosas e indesejáveis soluções.

Em meio à mais grave crise política e ética vivida pelo país desde a redemocratização, é válido questionar a escassez de bons exemplos entre os ocupantes das altas esferas de poder. Esse vácuo agrava a crise, perpetua um temerário estado de ressentimento social, dificulta a busca por soluções e ajuda a difundir, ainda mais, os efeitos deseducativos da corrupção.

Um contraexemplo singelo, mas forte em conteúdo simbólico, pôde ser visto em vídeo viralizado recentemente pela internet. Um bando de assaltantes usa referências da política atual enquanto assalta um cofre, levando maços e maços de dinheiro. Orgulhosos, eles se comparam ao ex- ministro Geddel Vieira Lima. Citam o presidente Michel Temer, o ex- presidente Lula e o deputado Jair Bolsonaro. Eis a situação: setores da política, fundamentais para o funcionamento das instituições, figuram como inspiração manifesta de feitos deste calibre.    

Essa carência de boas referências é sintoma de um problema maior: parte substancial da classe política resolveu apostar tudo o que lhe resta em sua própria sobrevivência, dando as costas para a construção de consensos e de pactos que permitam saídas conjuntas, moderadas e razoáveis. Prova disso são as distorções no já tímido alcance da reforma política em andamento. Quem imaginaria que o projeto serviria de subterfúgio para a aprovação de um fundo público indecente para financiamento de campanhas?

A grande lição precipitada pela crise é que o "salve- se quem puder" resulta na piora da situação de todos. É hora de mudar de atitude e de promover o bem comum como forma de garantir o bem individual de todos.

A Ordem dos Advogados do Brasil, maior entidade civil do país, com mais de um milhão de inscritos, diz não ao desvio. Pediu a cassação de Eduardo Cunha, o impeachment de Dilma Rousseff e o de Michel Temer. Não existe lado quando o assunto é a aplicação da lei. O impedimento de Temer, infelizmente, continua engavetado pela Câmara dos Deputados, que dá outro péssimo exemplo. O mesmo faz o Conselho de Ética do Senado ao não abrir o procedimento capaz de dizer se as acusações contra o senador Aécio Neves são ou não procedentes.

A guinada para o bom exemplo não é fácil e depende de um esforço coletivo intenso. A sociedade civil deve estar comprometida com o respeito à Constituição e com o dever cívico da escolha criteriosa dos candidatos na próxima eleição. O preço do voto errado, como temos visto, é muito alto.

XXIII Conferência Nacional: Aplicativo da OAB reúne informações completas do evento

Brasília – O Conselho Federal da OAB lançou nesta semana o seu aplicativo oficial de divulgação de eventos. O OAB Eventos, como foi batizado o aplicativo, já está disponível os sistemas iOS (App Store) e Android (Google Play). A XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira será o primeiro evento disponível no aplicativo. As diversas funções do aplicativo permitirão aos participantes obter as mais diferentes informações sobre o encontro.
Com o OAB Eventos, será possível ter acesso à programação completa da Conferência, dos painéis e dos eventos especiais. Existe a possibilidade de o usuário programar alertas que o avisem a respeito do início dos painéis escolhidos. 
Dentro do aplicativo há ainda uma seção de notícias, onde tudo que for publicado pela Ordem a respeito da Conferência pode ser lido. Também existe um espaço para anotações, em que os participantes conseguirão gravar anotações e dados fornecidos por palestrantes, bem como um mapa detalhado com a planta do evento.
Outra função do aplicativo é o “Como chegar”, por meio do qual os usuários podem traçar rotas até o local dos eventos e acionar um táxi, que por meio de um acordo entre a OAB e a 99 Taxi, com direito a 20% no valor da corrida até o limite de R$ 20.
XXIII CONFERÊNCIA NACIONAL
A XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira será realizada entre os dias 27 e 30 de novembro de 2017, na cidade de São Paulo. O tema deste ano é “Em defesa dos direitos fundamentais: pilares da democracia, conquistas da cidadania”. A Conferência é realizada em parceria entre o Conselho Federal da OAB e a Seccional de São Paulo.
O maior evento jurídico da América Latina reúne a cada três anos dezenas de milhares de advogados de todo o país para debater temas ligados à classe e à sociedade brasileira. Nesta edição, serão realizados 40 painéis, com mais de 270 palestrantes, além de dezenas de eventos paralelos.
As inscrições para a edição deste ano já estão abertas e podem ser realizadas no portal da XXIII Conferência Nacional. Os valores são os seguintes: estudantes, R$ 200; advogados, R$ 350; jovem advocacia e advogados acima de 70 anos, R$ 300; outros profissionais, R$ 400. Há descontos para grupos acima de 10 pessoas.
A XXIII Conferência Nacional da Advocacia Brasileira será realizada no Pavilhão de Exposições Anhembi, em área de 60 mil metros quadrados. A cidade conta com diversos atrativos, como 4 aeroportos e 3 terminais rodoviários, facilitando o acesso dos advogados a São Paulo, assim como a intensa vida cultural, com museus, parques, teatros e gastronomia.
As conferências são um espaço de reflexão sobre questões que envolvem a profissão, proporcionando o acompanhamento da evolução do direito brasileiro e sua relação com temáticas que se destacam no cenário político-social do país. A primeira aconteceu em 1958 e, ao longo de 59 anos, a Ordem promoveu 22 Conferências Nacionais da Advocacia.
Acompanhe o evento nas redes sociais utilizando a hashtag #ConferênciaOAB e acessando os perfis oficiais do Conselho (@CFOAB). Também confirme presença no evento oficial no Facebook.

Fonte: OAB Conselho Federal

OAB e Conselhos Profissionais divulgam carta em defesa da qualidade do ensino

Brasília – O Conselho Federal da OAB e outros 16 conselhos profissionais publicam nesta terça-feira (21) a nota oficial oriunda da segunda reunião do Fórum Permanente sobre o Ensino Superior na Visão dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas. A nota reitera o compromisso com a defesa da educação superior e da valorização de profissionais devidamente habilitados junto ao Conselho Profissional competente com o filtro necessário ao ingresso na profissão.
Subscrevem a nota o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Conselho Federal de Administração, Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, Conselho Federal da Ordem dos Músicos do Brasil, Conselho Federal de Biologia, Conselho Federal de Enfermagem, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, Conselho Federal de Farmácia, Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Conselho Federal de Fonoaudiologia, Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Medicina Veterinária, Conselho Federal de Museologia, Conselho Federal de Nutricionistas, Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas, Conselho Federal de Psicologia e Conselho Federal de Química.
A OAB tem sido atuante contra os cursos técnicos e tecnólogos em serviços jurídicos e chegou a ingressar com ação na Justiça contra a autorização concedida pelo Ministério da Educação para a implementação deles. A entidade tem criticado duramente o embuste que os cursos técnicos e tecnólogos em serviços jurídicos são, representando apenas mais uma expressão da mercantilização do ensino promovida pelo MEC.
Conforme o presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, "os cursos técnicos e tecnólogos em serviços jurídicos são uma fraude. A OAB ingressou junto ao STF com uma ação civil pública para contestar na Justiça esta engambelação inaceitável e aguarda posicionamento do tribunal para que os estudantes não tenham seus sonhos e futuro profissional aviltados pelo próprio estado. Esses cursos são apenas mais uma expressão da mercantilização do ensino promovida pelo Ministério da Educação".

Confira abaixo a íntegra da nota oficial emitida como resultado do segundo encontro do Fórum Permanente:
NOTA OFICIAL DO FÓRUM PERMANENTE – O ENSINO SUPERIOR NA VISÃO DOS CONSELHOS FEDERAIS DE PROFISSÕES REGULAMENTADAS
No décimo sétimo dia do mês de novembro de dois mil e dezessete, reuniram-se na sede do Conselho Federal da OAB o Fórum Permanente sobre o Ensino Superior na Visão dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas, composto pelo Conselho Federal da OAB, Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, Conselho Federal da Ordem dos Músicos do Brasil, Conselho Federal de Administração, Conselho Federal de Biologia, Conselho Federal de Enfermagem, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, Conselho Federal de Farmácia, Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Conselho Federal de Fonoaudiologia, Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Medicina Veterinária, Conselho Federal de Museologia, Conselho Federal de Nutricionistas, Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas, Conselho Federal de Psicologia e Conselho Federal de Química.
- Considerando a defesa dos interesses públicos a serem protegidos e a defesa do princípio da qualidade da educação inserido na Constituição da República;
- Considerando a decadência no cenário da educação superior nacional e as mudanças nos instrumentos de avaliação dos cursos superiores que vem fragilizando a qualidade da educação superior,
- Considerando a atitude dos Conselhos das Profissões Regulamentadas de se unirem pela preocupação comum a todos sobre a qualidade da formação profissional, passamos a expor as seguintes deliberações do encontro:
1. Requerer ao Ministério da Educação o envio das senhas de acesso ao Sistema e-MEC para todos os Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas opinarem no processo de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento dos cursos superiores.
2. Requerer ao Ministério da Educação e ao Ministério Público Federal transparência de todas as informações presentes no sistema e-MEC de forma aberta a toda a população com a íntegra dos processos.
3. Estabelecer estratégias entre todos os Conselhos Profissionais a fim de coibir a proliferação indiscriminada de cursos superiores à distância.
4. Solicitar ao Ministério da Educação o cruzamento de todos os dados em cadastros oficiais do governo para averiguar possíveis indícios de irregularidades nas informações prestadas pelas IES sobre o regime de contratação dos docentes.
5. Requerer a manutenção do prazo de 60 (sessenta) dias para manifestação dos Conselhos Profissionais, presente no § 2º, §3º e §4º do Art. 28º e §1º do art. 29 do Decreto Presidencial nº 5.773 de 2006.
6. Incentivar no âmbito dos Conselhos de Profissões Regulamentadas a realização de uma campanha nacional de valorização da educação superior presencial e valorização profissional.
7. Estabelecer um marco comum para troca de informações entre os Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas sobre possíveis irregularidades da educação superior e encaminhar ao Ministério Público, Tribunal de Contas da União, ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério da Educação para conhecimento e adoção de medidas cabíveis.
8. Solicitar ao Ministério da Educação o quantitativo de vagas nos cursos superiores e os critérios adotados para autorização em razão do alto índice de vagas ociosas no cenário educacional superior.
9. Tornar público a contrariedade dos Conselhos Federais de Profissões Regulamentadas referente a autorização concedida pelo MEC para criação de cursos superiores de Tecnologia em caráter experimental sem a manifestação prévia dos Conselhos Profissionais.
10. Requerer ao Ministério da Educação a disponibilização da íntegra dos instrumentos de avaliação dos cursos superiores, conforme divulgação do D.O.U. no dia 1º de novembro de 2017 seção n. 1, pág. 14.
11. Enviar ofício ao Ministério da Educação com a sugestão de mudança dos instrumentos de avaliação dos cursos superiores a fim de tornar obrigatória a participação de um representante dos Conselhos Profissionais nas comissões de avaliadores de Instituições de Ensino Superior e cursos presenciais e à distância.
12. Reivindicar ao Ministro da Educação e ao Conselho Nacional de Educação a criação de um assento rotativo permanente destinado a representantes dos Conselhos Profissionais a fim de opinar e acompanhar as matérias afetas a cada profissão regulamentada.
13.  Coibir a abertura de cursos superiores em municípios sem condições mínimas de fornecer formação de qualidade e que também não atendam aos requisitos da necessidade social local.
Os referidos Conselhos decidem reiterar o compromisso com a defesa da educação superior e da valorização de profissionais devidamente habilitados junto ao Conselho Profissional competente com o filtro necessário ao ingresso na profissão, ratificando todos os pontos já inseridos no referido documento.

Fonte: OAB Conselho Federal