segunda-feira, 4 de maio de 2015

Fórum apresenta os problemas relacionados ao acesso à terra

Belém (PA) – O fórum de acesso à terra movimentou debates pertinentes na manhã desta quarta-feira (29) na VI Conferência Internacional de Direitos Humanos. Representantes da sociedade civil trouxeram aos conferencistas os principais assuntos ligados à temática, muito proeminente no Estado do Pará.

A advogada Luly Fischer, professora da Universidade Federal do Pará, presidiu a mesa de trabalhos, tendo como secretário Girolamo Treccani, da mesma instituição. Os debatedores foram o procurador da República Bruno Soares Valente, Francisco de Assis Solidade (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Pará), Egydio Sales Filho (presidente da Comissão Estadual da Memória e Verdade do Pará) e Vânia Maria Santos (Comissão Pastoral da Terra).

Segundo Francisco, o acesso à terra é tema sensível no Pará. “Quantas pessoas que praticaram crimes relacionados a ele foram julgados e presos no Estado? Temos cerca de 350 ocupações e acampamentos, alguns há mais de 10 anos. O Estado não dá destino às áreas públicas, que somam milhões de hectares. Temos que invadir parar criar os assentamentos. Mesmo quando conseguimos um pedaço de chão, não temos acesso a serviços como educação e saúde”, afirmou.

A representante da Pastoral da Terra apresentou dados sobre o conflito agrário e criticou o modelo econômico baseado na exploração ambiental por meio do agronegócio e de grandes projetos.

“Há um abandono da política de reforma agrária, morosidade na resolução de conflitos agrários, altos índices de criminalidade contra trabalhadores rurais e ausência de políticas de segurança voltadas aos defensores de direitos humanos. Isso gera impunidade e perpetuação dos crimes nos campos. Se um crime não é solucionado, aumenta possibilidade que seja cometido novamente”, explicou.

Entre os dados apresentados: 1.080 focos de conflito pela terra, envolvendo 600 mil pessoas; 54 focos no Pará; 25 mil famílias em 130 acampamentos no sul e sudeste no Pará; 9 mortes de conflitos agrários no Estado; Pará é o Estado com maior número de homicídios relacionados ao tema.


Fonte: OAB - Conselho Federal

Painel sobre igualdade e reforma política é o último da VI Conferência

Belém (PA) – A principal bandeira da atual gestão da OAB Nacional – reforma política democrática – foi o tema do painel que fechou as atividades da VI Conferência Internacional de Direitos Humanos da OAB, que acontece desde segunda-feira (27) em Belém e se encerra hoje (29). O painel foi presidido pelo secretário-geral da OAB Nacional, Cláudio Pereira de Souza Neto, e secretariado por Jader Kahwage David.

As palestras foram proferidas por Antônio Gomes Moreira Maués, professor da UFPA, e Aldo Arantes, secretário da Comissão Especial de Mobilização para a Reforma Política da OAB. O presidente nacional da Ordem, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, participou da mesa junto ao diretor-tesoureiro Antonio Oneildo; o presidente da OAB-PA Jarbas Vasconcelos; e o presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous.

Cláudio Pereira iniciou o tema classificando-o como a mais urgente medida a ser tomada em nossa República atualmente. “A OAB tem liderado esse verdadeiro movimento cidadão para que, no próximo dia 20, apresentemos ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de iniciativa popular fruto dos esforços de muitos anos da OAB, junto à CNBB e outras dezenas de entidades que compõem a Coalizão pela Reforma Política Democrática”, avaliou.

Em seguida teve início a primeira palestra, proferida por Antônio Maués. “Acreditamos em princípios comuns e assim convivemos nesses três maravilhosos dias. Mas ao sairmos daqui, voltamos ao plano real e nos deparamos de novo com uma sociedade machista, preconceituosa, seletiva, elitista. Há um abismo entre os setores sociais, principalmente no campo político. Então, há que se falar na busca por uma igualdade política, uma condição necessária para se alcançar igualdade social e econômica. Este é o projeto da Constituição de 1988”.

Maués defendeu a democracia para explicar a necessidade de uma reforma política no Brasil. “A democracia, que é o regime da igualdade política, é também o regime que nos permite avançar. A necessidade hoje manifesta é a de aperfeiçoar o sistema democrático para que avancemos de maneira mais efetiva. E em que a reforma política pode contribuir nesse avanço da igualdade e da consolidação democrática? Ora, quanto mais democrático um regime, mais participação da sociedade existe na política. Nossa democracia é direta e é participativa, mas somente uma reforma política nos fará experimentar a democracia plenamente. Não basta que haja eleições e partidos, mas some-se a isto uma participação igualitária nos processos e no pleito eleitoral”, apontou.

FIM DO FINANCIAMENTO

O professor criticou veementemente o financiamento de campanhas por empresas. “Apesar de todos nós termos direito ao voto, a possibilidade de influência pelo exercício cidadão do voto ainda é muito variável entre os diversos setores da sociedade em nosso país. Dois pontos centrais na proposta de reforma política devem ser ressaltados: o fim do financiamento empresarial das campanhas eleitorais, cenário que hoje abriga todas as perversões possíveis na política; e as listas paritárias para a eleição de parlamentares, com uma participação idêntica entre homens e mulheres nas disputas por cargos”, enumerou.

Em seguida, Aldo Arantes indagou ao público qual reforma política o brasileiro quer. “Para sabermos o tipo de reforma mais adequado, temos que identificar aquele com maior identificação com os anseios sociais. O Brasil vive uma crise drástica de representação política, e muito disso se dá pela influência turva do poder econômico nas decisões políticas. Além do mais, será mesmo que é o povo a estar representado no Parlamento ou as empresas que custearam a caminhada daqueles eleitos?”, questionou.

Arantes criticou a atual forma de coligações e alianças partidárias. “No nosso sistema político os partidos não têm identidade. É difícil até mesmo saber que causas defendem, por quais bandeiras lutam. Gera um processo eleitoral despolitizado, em que o cidadão se esquece rapidamente dos nomes em quem votou. Além do mais, há os políticos que são puxados pelas legendas. Você vota em um que é expressamente contra o aborto, e o sistema elege com ele um que defende a prática com unhas e dentes. Ele não te representa, você não queria o colocar lá, mas ele foi eleito”, exemplificou.

Além disso, criticou os altos valores investidos nas campanhas. “São cifras que ultrapassam o absurdo. Compra-se propaganda, mas compra-se também o voto e até mesmo a consciência das pessoas”, lembrou, citando a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.650, proposta pela OAB Nacional para estipular o fim do investimento de empresas em campanhas, ainda em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF), mas já decidida por ter obtido seis dos onze votos possíveis. No entanto, encontra-se parada em função do pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes, há mais de um ano.

DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO

Na ocasião, Aldo Arantes convidou toda a sociedade brasileira a participar de uma caminhada no dia 20 de maio de 2015, em Brasília, para entregar ao Congresso Nacional o projeto de lei de iniciativa popular com mais de 1,5 milhão de assinaturas (exigência constitucional), “exigindo a reforma política democrática que o Brasil tanto precisa e merece”.


Fonte: OAB - Conselho Federal

Conferência aprova moção de repúdio à violência policial

Belém – O plenário da VI Conferência Internacional dos Direitos Humanos aprovou nesta quarta-feira (29), durante o painel que tratou de reforma política e igualdade, uma moção de repúdio a violência policial contra manifestantes e contra as violação de liberdade, durante manifestação ocorrida em Curitiba-PR.

O secretário-geral da OAB Nacional, Cláudio Pereira de Souza Neto, que presidia o painel, afirmou que “o Brasil é um Estado de Direito e as pessoas devem ter respeitada a sua liberdade para criticar os governos e reivindicar seus direitos. O uso violento da força policial é absolutamente incompatível com os ideais de liberdade e democracia que inspiraram a Constituinte de 1988”.

A seccional paranaense da entidade também manifestou sua indignação por meio de nota. Confira:

A DEMOCRACIA DE LUTO

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Paraná, repudia veementemente o uso de violência no confronto entre a Polícia Militar e os manifestantes contrários às mudanças do regime previdenciário do Estado, como ora se presencia no Centro Cívico. A Polícia Militar deve agir para garantir a integridade da população, não para executar o massacre que se presencia no momento.

Ao mesmo tempo, faz um pungente apelo para que a sessão da Assembleia Legislativa seja imediatamente suspensa, como forma de serenar os ânimos e em nome da democracia.

A truculência já resulta em feridos. Basta! Exige-se do Ministério Público do Estado a imediata apuração das responsabilidades sobre esses lamentáveis episódios.

Curitiba, 29 de abril de 2015

A Diretoria


Fonte: OAB - Conselho Federal

Presidente da OAB recebe Titulo Honorífico de Cidadão do Pará

O presidente nacional da OAB contou sua história e
 lembrou que ele representa apenas um dos 850 mil
Belém (PA) – O presidente da OAB Nacional, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, recebeu da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (AL-PA), Titulo Honorífico de Cidadão do Estado do Pará, na noite desta quarta-feira (29), durante a solenidade de encerramento da VI Conferência Internacional de Direitos Humanos.

O título foi entregue pelo presidente da casa legislativa, deputado estadual, Márcio Miranda. “Essa homenagem ao presidente Marcus Vinicius é por pelos relevantes serviços prestados a nossa gente. O estado do Pará vive esse momento impar, pois a OAB Nacional trouxe a Conferência Internacional de Direitos Humanos”, destacou.

Marcus Vinicius recebeu a homenagem ao som do hino paraense cantado pelos participantes do evento que teve mais de 5 mil inscritos. “O hino entoado por todos demonstra por si só a força que os direitos humanos tem no estado do Pará”, disse emocionado ao receber o título.

O presidente nacional da OAB contou sua história e lembrou que ele representa apenas um dos 850 mil advogados. “Sou filho do sertão do nordeste e muito novo fui estudar na capital do Piauí, em Teresina”, comentou. Ele também explicou que a Conferência no Pará representa também a defesa do respeito às prerrogativas, pois no estado foram assassinados mais de uma dezena de advogados no exercício da profissão.


Fonte: OAB - Conselho Federal

Venha abraçar Alter do Chão


Ontem domingo dia 03 de maio, a partir das 10 horas da manhã você está convidado a dar um abraço em Alter do Chão. Chegou a hora de resgatarmos a dignidade da Vila e do Povo do lugar, vítimas de erros e de conclusões afobadas, sem rigor e sem comprovação científica.

Você catraieiro, doceira, dona de casa, estudante, comerciante, turista, empresário, empregado, patrão, novo ou velho, rico ou pobre, você que ama Alter do Chão participe do abraço ao Lago Verde e à Ilha do Amor.






OAB repudia violência no Paraná

Brasília – Confira a nota do Colégio de Presidentes das Seccionais da OAB sobre os episódios de violência ocorridos em Curitiba-PR.

Diante do episódio de violência ocorrido ontem em Curitiba, o Colégio de Presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil, fiel aos compromissos institucionais da OAB:

- condena, de forma veemente, o uso da força contra os movimentos sociais, com cenas dantescas como as que aconteceram ontem no Paraná e rotineiramente nos demais estados da federação;

- afirma ser o diálogo a forma  de solução de litígios em uma sociedade democrática.

- sustenta serem legítimos os movimentos reivindicatórios,  mormente quando, em um cenário de crise econômica, conquistas consolidadas da classe trabalhadora são seriamente violadas;

- afirma incompatível com a ordem jurídica democrática o retrocesso nas relações de emprego;

- conclama a todos os agentes políticos a atentar para a grave crise que o país atravessa, reafirmando serem inaceitáveis soluções que impliquem em restrição de direitos sociais e econômicos.

Colégio de Presidentes das Seccionais da OAB


Fonte: OAB - Conselho Federal

OAB defende aprovação do advogado Fachin ao STF

Brasília -  O Colégio de Presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil vem a público manifestar apoio à indicação do Professor Luiz Edson Fachin ao cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal.

Luiz Edson Fachin, cuja integridade e conhecimento jurídico são indiscutíveis, preenche todos os predicados para integrar a mais alta Corte de Justiça do País.

Luiz Edson Fachin, na honrosa função de Ministro do Supremo Tribunal Federal, certamente atuará de forma imparcial e independente e contribuirá para o aperfeiçoamento do Poder Judiciário Brasileiro.

Colégio de Presidentes das Seccionais da OAB

Fonte: OAB - Conselho Federal