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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Seminário sobre os 10 anos da Lei das PPPs será dia 20/5, na OAB

Brasília – A OAB Nacional sediará no dia 20 de maio o seminário “Os 10 Anos da Lei das Parcerias Público-Privadas (PPP): Avaliação e Perspectivas”, que reunirá especialistas no tema para debater os rumos da respectiva legislação. O evento é gratuito e começa às 9h30.

Sancionada em dezembro de 2004, a Lei Federal 11.079/2004 instituiu as normas gerais para licitação e contratação das parcerias. Tema de interesse e ação da OAB, a regulação da infraestrutura é central para o desenvolvimento do país.

“Precisamos dedicar um olhar atento ao marco regulatório da infraestrutura”, afirma Marcus Vinicius Furtado Coêlho, presidente nacional da Ordem. O advogado será o responsável pelo pronunciamento de abertura do seminário.

O primeiro expositor será Marçal Justen Filho, advogado e professor de direito. Ele é um dos organizadores do livro “Parcerias Público-Privadas: Reflexões sobre os 10 Anos da Lei 11.079/2004”, que será lançado no evento. Rafael Wallbach Schwind, outro coordenador, atuará debatedor.

O advogado Floriano de Azevedo Marques Neto, professor de direito administrativo da USP, também fará exposição, assim como Walter Baere, consultor jurídico do Ministério do Planejamento.

As inscrições para o seminário já estão abertas e podem ser feitas no site do evento. Serão concedidos certificados de participação em um total de 4 horas para complementação das horas curriculares dos cursos de direito.

A sede da OAB Nacional fica em Brasília, no Setor de Autarquias Sul, Quadra 5, Bloco M. Mais informações nos telefones (61) 2193-9794 e (61) 2193-9605.

Fonte: OAB - Conselho Federal

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Comissão da Verdade da Escravidão Negra toma posse sexta (6), na OAB

 Sessão do Conselho Pleno que criou a Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra
(Foto: Eugenio Novaes - CFOAB)

Brasília – A Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra será empossada nesta sexta-feira (6), às 10h, na sede da OAB Nacional, em Brasília. Criada em 2014, a comissão tem como objetivo o resgate histórico desse período, a aferição de responsabilidades e a demonstração da importância das ações de afirmação como meio de reparação à população negra. A cerimônia será aberta ao público e contará com apresentações musicais.

Presidente da nova comissão, Humberto Adami falou, na época de sua instalação, sobre a importância da iniciativa da OAB. “A criação dessa comissão é um importante passo dentro de uma grande história. Buscar saber o que aconteceu colocará o Brasil de frente para si mesmo, onde hoje existem cidadãos de duas categorias”, disse Adami, que defendeu também a criação de um fundo de reparação no contexto da comissão que irá apurar a escravidão.

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O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, sugeriu ao governo federal que crie uma comissão nos moldes da que será empossada pela OAB. “Somos um só Brasil. Queremos uma nação de iguais. O fim do racismo e do preconceito, não admitindo a intolerância e a discriminação, são fundamentais para a construção de uma sociedade justa, solidária e fraterna”, afirmou.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, prestigiará a posse da Comissão. A Comissão iniciará suas atividades realizando parcerias com diversas entidades tais como a Fundação Zumbi dos Palmares, o Instituto de Pesquisa e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO), e o Instituto Nzinga Mulher Negra, entre outras.

A banda mirim do Olodum, de Salvador, tocará o Hino Nacional na abertura da cerimônia de posse da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra. Também se apresentará a cantora Martinha do Coco, que traz em seu repertório releituras de cocos (estilo musical nordestino com influências africanas e indígenas) e composições próprias. Martinha também é integrante do grupo TAMNOÁ (Tambores do Paranoá), que fará show na cerimônia. Por fim, 46 quilombolas de Paracatu (MG) trarão sua rica cultura para uma bela apresentação.

A posse da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra será na sexta-feira (6), às 10h, na sede do Conselho Federal da OAB, em Brasília. O endereço é Setor de Autarquias Sul, Quadra 5, Bloco M, 2º Andar. Mais informações no telefone (61) 2193-9600.


Fonte: OAB - Conselho Federal

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Na OAB, ministra Carmen Lúcia fala sobre controle público


Brasília – O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, participou nesta sexta-feira (5) do segundo e último dia do 10º Fórum Brasileiro de Controle da Administração Pública, realizado na sede do Conselho Federal da Ordem. O presidente coordenou a mesa durante as palestras da ministra do STF, Carmen Lúcia, e do vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG), Sebastião Helvécio Ramos de Castro.

O tema da décima edição do Fórum foi “Controle e Conquistas Sociais: Os próximos passos”. Na abertura dos trabalhos, Marcus Vinicius citou o recente lançamento do Manifesto à Sociedade Brasileira, documento em que a OAB se posiciona contra as práticas de corrupção. “Ao falarmos em controle, é essencial falar nas consequências que a falta dele ocasiona. E para isso uma reforma política democrática é basilar, assim como a valorização da advocacia pública como de Estado e não de Governo, o distanciamento das empresas do pleito eleitoral, a responsabilização exemplar dos culpados em todas as esferas, a criminalização do caixa dois em campanhas, entre outras medidas. A OAB entende que a junção da reforma política com a punição dos responsáveis e um plano anticorrupção nos tornará uma nação mais competitiva e, sobretudo, republicana ”, apontou.

O presidente também classificou com impossível controlar de maneira plenamente eficiente as contas eleitorais no Brasil, visto que o último pleito registrou mais de 500 mil candidaturas país afora. “A prestação de contas passa a ser um faz-de-conta por parte dos candidatos”, brincou.

A ministra Carmen Lúcia iniciou o debate sobre o controle judicial na administração pública. “Uma das obras jurídicas mais relevantes acerca do tema em nosso País é, sem dúvidas, a de Eduardo Seabra Fagundes, que considero o maior administrativista do século XX.  Na linha de seu pensamento mais do que atual, concordo inteiramente que, mais do que uma reforma política, precisamos de uma profunda transformação das instituições. Uma mudança estrutural que abranja pensamento, postura e práticas efetivas. Seria o caso, por exemplo, de estabelecer mandatos para os ministros dos tribunais superiores”, apontou.

Carmen lembrou também que, por mais de dez anos, compôs a Comissão de Estudos Constitucionais da OAB. “Sem dúvidas uma das maiores oportunidades que tive de realmente aprender na vida. Tenho orgulho por ter servido tão respeitado grupo com dedicação e afinco”, descreveu a magistrada.

TRIPÉ DO CONTROLE

Sebastião Helvécio iniciou suas considerações dizendo que “mais do que um representante dos advogados brasileiros, Marcus Vinicius Furtado Coêlho é também um ícone dos amantes da democracia”. Para ele, o Estado Democrático de Direito necessita de mais ação e menos discurso, “como tem feito o presidente da Ordem”.  

Em seguida, o vice-presidente do TCE-MG  traçou um histórico da atividade de controle no País.  Em sua explanação, detalhou as três fases do controle externo: avaliação, monitoramento e controle. “Cada etapa tem sua importância e elas necessariamente coexistem, ou seja, de nada vale uma das fases se a outra não lhe vier complementar ou até mesmo anteceder. Mas infelizmente, os dados nacionais ainda precisam avançar. No Brasil temos um auditor para cada 24 mil cidadãos, enquanto a Holanda, por exemplo, tem um auditor para cada 800 pessoas”, comparou.

Ao final das apresentações, o presidente nacional da OAB entregou aos dois palestrantes o diploma de participação no Fórum e um exemplar do livro que leva o nome do Medalha Rui Barbosa, José Afonso da Silva, e narra a história do jurista no Conselho Federal da OAB.


Fonte: Notícias OAB