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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ibope e Data Folha: brasileiros contra empresas nas eleições


Brasília – Uma das principais bandeiras da OAB, o fim do financiamento empresarial em campanhas eleitorais e em partidos políticos tem o apoio da maior parte da população do país. Duas pesquisas encomendadas pela Ordem comprovam que o povo brasileiro não quer a mistura entre empresas e políticos. Segundo levantamento do Ibope, 78% são contra o financiamento, enquanto o Datafolha apurou que 71% têm a mesma opinião.

Segundo o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, o financiamento de campanhas e partidos por empresas privadas é o germe da corrupção em nosso país. Por isso, a Ordem pede brevidade no julgamento da ADI 4650, proposta pela instituição e que questiona a constitucionalidade do investimento empresarial. “Esperamos que esta tenha sido a última eleição em que o investimento empresarial tenha participado. Não se trata de demonizar o empresariado ou diminuir a atividade política, mas esse modelo cria uma relação nada saudável à democracia”, afirmou Marcus Vinicius.


Divulgada em agosto de 2013, a pesquisa OAB-Ibope ouviu 1.500 pessoas em todo o país. Além dos 78% contrários ao financiamento empresarial de campanhas e partidos, o levantamento também revelou que 80% da amostra afirmou que deveria haver limite para o uso de dinheiro público nas eleições. Outro ponto com ampla aprovação é em relação à punição mais severa para a prática de caixa dois, que recebe o apoio de 90% dos entrevistados.  Também 85% dos entrevistados são favoráveis à reforma política, e que 92% dos entrevistados são a favor de projeto de lei nesse sentido por iniciativa popular.

Em julho deste ano, foi divulgada nova pesquisa de opinião, desta vez em parceria da OAB com o Datafolha. Dos 2.126 entrevistados em 134 municípios, 71% se declararam contrários ao investimento empresarial em campanhas eleitorais e em partidos políticos, enquanto 61% apontaram a reforma política, outra campanha de cunho social encampada pela OAB, como muito importante para o país.

Fonte: Notícias OAB

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