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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Comissão da Mulher presta solidariedade a deputada

Brasília – Confira a nota da Comissão Nacional da Mulher Advogada, em solidariedade a deputada Jandira Feghali, vítima de declarações agressivas proferidas pelo deputado Alberto Fraga:

A Comissão Nacional da Mulher Advogada externa mais uma vez a indignação e repúdio contra as manifestações emanadas de Parlamentares contra as mulheres.

Em episódio ocorrido na Sessão Plenária na Câmara de Deputados, o deputado Alberto Fraga afirmou e reiterou que “mulher que participa da política e bate como homem, tem que apanhar como homem”.  As palavras foram dirigidas à deputada Jandira Feghali.

Num momento em que estamos lutando por mais participação das mulheres nos espaços de decisão, com a Campanha “Mais Mulheres na Política” e “Movimento Mais Mulheres na OAB” nos deparamos com tais declarações que demonstram que o caminho a percorrer será longo, porém, não desistiremos!

As palavras do Deputado demonstram efetivamente que é imprescindível que as mulheres estejam cada vez mais presentes nos espaços de poder para que seja rechaçada toda forma de violência. Um Estado Democrático de Direito não se constrói com discursos que possuem em sua essência a violência e palavras que simbolizam agressividade!

A nossa luta se traduz em palavras como “respeito”, “diversidade”, “dignidade”, “participação”, e, “igualdade”, mas não com imposição da força. Seja homem ou mulher, nada justifica “bater e apanhar! Expressões que devem ser abolidas do imaginário daqueles que pretendem representar um povo que tem como objetivo fundamental constitucional construir uma sociedade livre, justa e solidária.

A diversidade política fortalece a democracia e contribui para a transparência e credibilidade dos nossos Poderes, sendo inadmissível que a exposição das opiniões provoque atos de ameaça.

Finalizamos com as sábias palavras proferidas pela Deputada: “Não pense que firmeza, coragem e destemor são características masculinas. São características femininas. Desde a dor do parto, mas no cotidiano da diversidade da vida”.

Fernanda Marinela

Presidenta da Comissão Nacional da Mulher Advogada


Fonte: OAB - Conselho Federal

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